Tarsila do Amaral queria ser a pintora do Brasil

Tarsilinha, sobrinha-neta da pintora Tarsila do Amaral, fala sobre as obras da artista expostas no Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand). Crédito: TV Estadão

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Morreu a crítica de arte Aracy Amaral, uma das principais estudiosas do modernismo brasileiro e considerada a maior especialista sobre Tarsila do Amaral no Brasil, aos 96 anos. A morte foi anunciada por familiares, mas a causa não foi informada.

A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da qual Aracy era integrante, informou que o corpo da intelectual será velado no Cemitério Parque Morumby nesta terça-feira, 15, a partir das 14h. O sepultamento ocorre em seguida, às 17h.

Aracy Amaral em mostra de José Cláudio na Galeria Nara Roesler em 2022. Foto: Helcio Nagamine/Estadão

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Nascida em São Paulo em 1930, Aracy foi uma das maiores intelectuais da arte no País, além de curadora e historiadora. Graduou-se primeiro em jornalismo e depois tornou-se Mestre em Filosofia e em Artes pela Universidade de São Paulo (USP).

Em 1969, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Era professora emérita desde 1990. Entre 1982 e 1986, foi diretora do MAC-USP, liderando a profissionalização e estruturação do acervo do museu. “Sua altivez, visão crítica e compromisso público marcaram uma trajetória exemplar”, diz nota de pesar do museu.

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Aracy foi uma das primeiras mulheres a assumir cargos de liderança nas principais instituições artísticas do País, tendo ocupado também a direção da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 1975 e 1979. Em nota, a organização disse que a atuação de Aracy “contribuiu para transformar a Pinacoteca em um espaço mais vivo, aberto ao debate e às questões de seu tempo.”
Como jornalista e crítica, Aracy foi colaboradora do Estadão - nos anos 1960, seus textos sobre o modernismo e a obra de Tarsila do Amaral foram destaque no icônico Suplemento Literário do jornal.
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Aracy Amaral morreu aos 96 anos. Foto: Iara Morselli/Estadão
Em 1975, Aracy publicou Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo, livro até hoje referência nos estudos sobre a modernista. Era a primeira vez que a obra da pintora era catalogada de forma tão abrangente.
Já em 2008, ela foi uma das responsáveis pela elaboração do catálogo raisoné de Tarsila, publicação que busca unir e analisar todas obras conhecidas de um determinado artista.
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