Belo Horizonte – A proximidade do primeiro turno faz aumentar, tanto entre bolsonaristas quanto entre aliados dentro do Novo, a pressão para que o Romeu Zema desista da disputa em prol do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).Membro desse grupo de pressão, o candidato ao Senado por Minas Marco Antônio Superman (Novo), cobra que Zema faça o que ele mesmo já defende e apoie Flávio.“O Zema, se quer ser patriota de verdade e mostrar uma posição a direita, para defender o Brasil do petismo e do Lula, tem que embarcar na campanha do Flávio Bolsonaro”, afirmou o candidato, que também defendeu que o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) desistam. Leia também BrasilZema e Renan cumprem agenda eleitoral em MG neste sábado (26/9) São PauloZema sobre Alcolumbre e CPI do Master: “Se não fizer por bem, vai por mal” Minas GeraisCandidatos do Novo apoiam Flávio no 1º turno entre crise e aval de Zema Superman faz parte de uma série de políticos do Novo, como a candidata a deputada federal Marina Helena (Novo-SP), que estão abrindo mão de apoiar o seu correligionário em favor do “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).Zema, porém, tenta se segurar e reafirma que não vai desistir.5 imagensFechar modal.1 de 5Nikolas Ferreira e SupermanDiego Tavares / MAC2 de 5Romeu Zema, do Novo, disse ser oposição ao PTReprodução/ Redes sociais3 de 5Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleiçãoRaphael Veleda/Metrópoles4 de 5Deputado federal Ricardo SallesVinícius Schmidt/Metrópoles5 de 5Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas Jessica Bernardo / MetrópolesA pesquisa mais recente divulgada pela Quaest nessa segunda-feira (28/9) coloca o mineiro com 1% das intenções de voto, numa corrida liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%; e por Flávio Bolsonaro, com 34%.Caiado e Cury estão empatados com 4% das intenções de voto. Renan Santos (Missão) aparece com 3%. Os indecisos representam 5% e os que vão votar branco ou nulo são 10%.Entre os bolsonaristas, a pressão pública pode ser traduzida na recente fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pediu para que a direita se unisse ao redor de Flávio Bolsonaro.O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sucessor de Zema e seu ex-vice-governador, foi um dos que demonstrou interesse em declarar apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno, já que ele já anunciou apoio em um eventual segundo turno, mas a medida foi vetada por Zema.Simões busca se apresentar como o único candidato ao Palácio Tiradentes a apoiar e ser um aliado de Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral em Minas Gerais, mesmo com o PL mineiro tendo o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL); e com boa parte dos filiados da legenda estarem declarando apoio ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).Desistência do Novo em apoio ao PLA pressão sobre Zema cresceu após a recente decisão de Ricardo Salles (Novo-SP) de abrir mão de sua candidatura em favor dos adversários André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derride (PP-SP).Tal medida foi celebrada por bolsonaristas, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que viram nela uma ação em busca do bem do Brasil.Salles, que tinha 4% das intenções de voto, atacou durante toda sua campanha André do Prado, a quem ele classificou de não ser um representante legítimo da direita, e afirmou várias vezes que ele “é pupilo do Valdemar [Costa Neto, presidente nacional do PL]”.Em Minas Gerais, Marco Antônio Superman também aproveitou a decisão do paulista para pedir que o senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD), que tem 12% das intenções de voto, abra mão de sua campanha para apoiá-lo, sendo que é o preferido por 4% do eleitorado, mas que conta com o apoio de Nikolas Ferreira.














